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A bussola de ouro capitulo 23.jpg

Lyra Belacqua, posteriormente conhecida como Lyra da Língua Mágica, é uma jovem menina de Oxford, em uma Londres de um universo paralelo ao nosso. Seu dimon se chama Pantalaimon, que posteriormente se fixou na forma de uma marta dos pinhais.

HistóriaEditar

PassadoEditar

Lyra nasceu em aproximadamente 1984[1][2][3], fruto de uma relação entre Marisa Coulter e seu amante, Lorde Asriel. Como Lyra não se parecia com o esposo de Marisa, Edward Coulter, Marisa disse ao marido que o bebê havia morrido, e assim ela e Asriel a esconderam em Oxfordshire deixando a criança aos cuidados de Mãe Costa. Em algum momento, Edward descobriu a verdade e foi para Oxfordshire com a intenção de matar Lyra. Lorde Asriel chegou a tempo para salvar Lyra, matando Sr. Coulter com um tiro na cabeça. Lyra, por decisão da justiça, foi mandada para um Convento chamado Irmãs da Obediência, mas Lorde Asriel a tirou de lá e a deixou na Faculdade Jordan aos cuidados do Reitor e os Catedráticos.

Lyra cresceu em Jordan educada por Catedráticos e vivendo com serventes como um tipo de família. Ela acreditava que seus tios, Conde e Condessa Belacqua eram seus pais, e que eles haviam morrido em um acidente aéreo. Lyra tomou seus professores e servos da Faculdade como sua família, bem como as crianças da criadagem, com quem brincava. Como os gípcios ainda se preocupavam com ela, Bernie Johansen informava a eles tudo sobre Lyra[5].

Em A Bússola de OuroEditar

Lyra vivia uma vida indisciplina em Oxford com Pantalaimon. Ela era esperta e curiosa, além de extremamente independente. Por causa disso sua educação foi cheia de lacunas, já que ela se esforçava apenas em assuntos que tinha interesse. Era uma líder natural, e passava grande parte do seu tempo se aventurando pela faculdade com seu amigo Roger Parslow.

Em uma noite, Lyra e Pantalaimon foram à Sala Privativa de Jordan, proibida para mulheres, espiar o que acontecia nela. Escondida no guarda-roupas, viu o Reitor de Jordan envenenar uma garrafa de Tokay e conseguiu salvar a vida de Lorde Asriel, que iria tomá-la. Depois de voltar a se esconder, Lyra ouviu sua reunião com os catedráticos sobre o .

Rumores de crianças sendo raptadas pelos "gobblers" em cidades próximas chegaram a Oxford. Em um dia durante a Exposição Anual de Cavalos, Lyra saiu para brincar com os gípcios e descobriu que uma criança gípcia foi raptada pelos gobblers. Nesta noite, quando ela voltou a Jordan, descobriu que seu amigo Roger também havia sido raptado[5].

Vivendo com Marisa CoulterEditar

Lyra Belacqua Folio Society.png

Lyra descobrindo o Aletiômetro

Apesar de ter conhecido a Sra. Coulter a pouco tempo em um jantar, Lyra vai morar com ela, sem saber que ela é a a sua mãe e também responsável pelos gobblers, o Conselho Geral de Oblação. Antes de sair de Jordan, o Reitor entrega à ela um aletiômetro, afirmando que é extremamente importante que a Sra. Coulter não saiba que este instrumento está com ela.

Lyra viveu com Marisa por seis semanas antes que ela descobrisse a verdade sobre a Sra. Coulter e fugisse durante um coquetel. Por sorte, Lyra é encontrada por Tony Costa, que a leva para o barco de sua mãe, Mãe Costa.

A viagem para o NorteEditar

Lyra e os Costa vão para o Zaal. Os gípcios decidem viajar para o norte para resgatar as crianças sequestradas e Lyra mostra a eles que é capaz de ler o aletiômetro, e portanto ajudá-los na viagem.

Quando Lyra e os gípcios chegam a Trollesund, Lyra usa seu aletiômetro para encontrar a armadura de Iorek Byrnison, um panserbjorne. Depois de recuperar sua armadura, Iorek e seu amigo, Lee Scoresby, se juntam aos gípcios[5].

BolvangarEditar

Durante a jornada Lyra é raptada pelos samoiedes, que levam ela para Bolvangar, a estação experimental do Conselho Geral de Oblação. Lyra encontra seu amigo Roger e bola um plano de fuga. Enquanto está escondida ouvindo uma reunião dos funcionários, ela é descoberta e levara para ser submetida à intercisão. Antes de ser separada de seu Dimon, Lyra é salva no último momento pela sua mãe, Marisa Coulter. Depois de acordar, Lyra engana Marisa, que só quer o aletiômetro, e usa o alarme de incêndio para atrair os funcionários e permitir que as crianças escapem da estação[5].

SvalbardEditar

Lyra e Roger são resgatados por Lee Scoresby em seu balão, mas Lyra acaba caindo em Svalbard, reino dos panserbjornes. Quando é presa pelos ursos, ela conhece Jotham Santelia, que diz a ela como enganar o rei Iofur Raknison. Escondendo Pantalaimon, Lyra engana o rei dizendo que é o dimon de Iorek e que a única maneira dela ser transferida para Iofur é que ele vença em uma batalha sozinho contra Iorek. Os dois panserbjornes duelam e Iorek sai vitorioso, assumindo o posto de rei de Svalbard e dando à Lyra o nome Lyra da Língua Mágica, por conseguir enganar um panserbjorne[5].

Lyra e Roger continuam a viajar para encontrar Lorde Asriel e entregam a ele o aletiômetro. Asriel, entretanto, não está interessado no instrumento, deixando Lyra confusa. Sua verdadeira intenção é usar a energia do processo de intercisão em uma criança para abrir uma porta para outro mundo, e assassina Roger para conseguir a façanha. Lyra o segue e vai para o Mundo de Cittàgazze[5].

Em A Faca SutilEditar

Viajando para outros mundosEditar

No mundo de Cittàgazze, Lyra conhece William Parry. Will leva ela a um outro mundo, onde ela, seguindo as instruções do aletiômetro, conhece Mary Malone. Depois de visitar Mary pela segunda vez, Lyra aceita passear com Carlo Boreal, que furta seu aletiômetro. Depois que Will se torna o portador da faca sutil, ele usa ela para furtar o aletiômetro de volta e devolvê-lo à Lyra[6].

Em A Luneta ÂmbarEditar

SequestroEditar

Lyra é sequestrada pela sua mãe e levada ao Vale do Himalaia, onde é mantida inconsciente através de drogas. Lyra é resgatada por Will com a ajuda de Ama, que usa a faca sutil para abrir uma porta para outro mundo. Por ter se distrair e pensar em sua mãe enquanto estava cortando, Will quebra a faca, mas as crianças ainda conseguem fugir[7].

Mundo dos mortosEditar

Depois que Iorek Byrnison relutantemente repara a faca sutil, Will usa ela para criar uma porta para o mundo dos mortos. Para cruzar o rio no subúrbio dos mortos até a terra dos mortos, Lyra, Will, Lady Salmakia and Cavaleiro Tialys são forçados a deixarem seus dimons para trás.

Na terra dos mortos, Lyra deseja libertar todos os fantasmas do mundo dos mortos, e o Cavaleiro Tialys barganha com as harpias para que seu trabalho seja, ao invés de atormentar os fantasmas, seja guiá-los para a saída deste mundo em troca de uma história sobre suas vidas. As harpias aceitam o acordo e guiam Lyra e seus companheiros para o ponto mais alto do mundo dos mortos, onde Will consegue cortar uma saída para o mundo dos mulefas, liberando todos os fantasmas para que possam mais uma vez fazer parte do universo[7]

PaixãoEditar

Lyra e Will começam a procurar pelos seus dimons no mundo onde a Batalha na Planície está acontecendo. Com a ajuda da faca sutil, eles libertam a Autoridade de sua liteira de cristal, que morre devido à sua fragilidade. Os dois encontram seus dimons e fogem para o mundo dos mulefas, onde encontram Mary Malone e os mulefas. Mary conta aos dois a história de quando deixou de ser freira o que desencadeia em Lyra o que faltava para que percebesse que estava apaixonada por Will, e finalmente beijá-lo. Apaixonados, os dois tocam em seus dimons, que se fixam em uma forma permanentemente.

Depois de ser dito à ela que todas as portas de todos os mundos, exceto aquela entre o mundo dos mortos e o mundo dos mulefas, Lyra e Will se despedem e voltam para seus mundos. Eles prometem um ao outro se encontrarem em todo o solstício de verão em um banco específico Jardim Botânico de Oxford, para que se sintam próximos um do outro.

Depois da guerra, Lyra volta para Oxford e é convidada por Hannah Relf a estudar o aletiômetro na Faculdade Santa Sophia[7].

Em A Oxford de LyraEditar

Lyra, agora com 15 anos, estuda na Faculdade Santa Sophia em Oxford e continua a desvendar os significados do aletiômetro. Enquanto conversa com Pantalaimon nos telhados da Faculdade Jordan, conhece Ragi, um dimon de uma feiticeira chamada Yelena Pazhets que está fugindo de um bando de pássaros. Ragi procura por um alquimista de Oxford chamado Sebastian Fazpaz, que possui um elixir capaz de curar uma rara doença que Yelena adquiriu. Posteriormente, Lyra descobre que Yelena e Ragi tinham a intenção de matá-la e culpar Fazpaz, isto porque o filho de Yelena e Fazpaz morreu na grande guerra, e Yelena culpou os dois por isto. No final, Fazpaz consegue salvar Lyra de Yelena e Ragi e Lyra e Pantalaimon retorna à Faculdade Santa Sophia[4]

FuturoEditar

Lyra continua seus estudos na Faculdade Santa Sophia fazendo mestrado em História da Economia. Ela escreve uma dissertação intitulada Desenvolvimentos em padrões de comércio na região Ártica da Europa com ênfase nos balões cargueiros independentes (1950-1970)[8].

Aparência físicaEditar

Lyra é uma menina magricela, pequena para sua idade, de olhos azuis e cabelos loiros escuros e cacheados[1][9].

PersonalidadeEditar

Em sua infância Lyra era uma menina rebelde e indisciplinada, frequentemente deixando nervosos aqueles que tentavam educá-la. Apesar de ter recebido pouca educação formal, era uma criança esperta e inteligente. Pela sua personalidade rebelde e seu estilo de vida em Jordan, Lyra tinha facilidade em inventar histórias e mentir.

HabilidadesEditar

  • Aletiometrista: Quando era uma criança, Lyra era capaz de ler e decifrar o aletiômetro sem ter estudado para isso, parte por causa da sua inocência e parte pela tarefa que tinha que cumprir. Assim que ela alcançou a puberdade, ela perdeu esta habilidade, mas começou a estudar o aletiômetro para aprender novamente quando foi para a Faculdade Sta. Sophia. Quando estava pensando em sua dissertação, Lyra já tinha ultrapassado o conhecimento no aletiômetro de sua tutora, Hannah Relf[8].

RelaçõesEditar

William ParryEditar

Lyra e Will se conheceram no Mundo de Cittàgazze. As crianças logo se tornaram amigas conforme viajavam entre os mundos juntas, e eventualmente se apaixonaram.

Lorde AsrielEditar

Lyra não era tão próxima de seu pai. Cresceu acreditando que Asriel era seu tio, e tinha medo dele, mas também o via com respeito. Lorde Asriel era rígido e autoritário, e assassinou o amigo de Lyra, Roger Parslow, para alcançar seus objetivos. Por causa disso Lyra nunca o perdoou.

Marisa CoulterEditar

Lyra tinha uma relação tensa com sua mãe, a Sra. Coulter. Quando ela foi viver em seu apartamento pela primeira vez ela achava que um sonho estava se tornando realidade, mas logo descobriu que Marisa era a líder dos gobblers e também sua verdadeira personalidade, e fugiu.

AdaptaçõesEditar

No filme A Bússola de Ouro, Lyra Belacqua é interpretada por Dakota Blue Richards e dublada no Brasil por Jussara Marques.

CuriosidadesEditar

  • No filme, Lyra é chamada de Lyra Língua-de-Prata por Iorek Byrnison, tradução literal de Lyra Silvertongue, como é chamada na língua inglesa. No livro, entretanto, Lyra é chamada de Lyra da Língua Mágica.

ReferênciasEditar

  1. 1,0 1,1 1,2 A Bússola de Ouro (livro), Capítulo 14. As Luzes de Bolvangar
  2. 2,0 2,1 A Luneta Âmbar, Capítulo 24. A Sra. Coulter em Genebra
  3. 3,0 3,1 A Luneta Âmbar, Capítulo 31. O Fim da Autoridade
  4. 4,0 4,1 A Oxford de Lyra
  5. 5,0 5,1 5,2 5,3 5,4 5,5 A Bússola de Ouro (livro)
  6. A Faca Sutil
  7. 7,0 7,1 7,2 A Luneta Âmbar
  8. 8,0 8,1 Once Upon a Time in the North
  9. A Faca Sutil, Capítulo 1. A Gata e os Carpinos

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